Liderança · Carreira · Propósito

Carreira é consequência, não destino.

Durante nove anos eu tratei carreira como destino: mirei no próximo cargo e organizei a vida em função dele. Deu certo — e me custou estar presente onde eu mais precisava estar.

Álvaro Augusto Pereira, de camisa, olhando para a câmera.

O dilema que eu conheço por dentro

Em algum momento da carreira aparece uma escolha que quase ninguém formula em voz alta: crescer no cargo ou estar presente. Ela não chega como pergunta. Chega como um convite bom demais para recusar, que por acaso exige que você esteja em outro lugar.

Tratar carreira como destino é mirar direto no cargo e no título, e organizar a vida inteira em função disso: subir de nível, aceitar ficar longe de casa, adiar o que der para adiar — porque chegar lá justificaria o preço. É uma conta que fecha no papel e não fecha na vida.

Tratar carreira como consequência é inverter a mira. Não viver para a carreira: viver de um jeito coerente com quem você é, e deixar que a carreira boa seja o que decorre disso. Não é conselho abstrato — é o resumo de uma escolha que eu fiz, com o preço que ela cobrou.

Quem está dizendo isso

Sou analista de sistemas sênior na CI&T e professor de TI no CEUNSP. Antes, trabalhei nove anos numa empresa de aerolevantamento geofísico, boa parte deles como gerente de processamento de dados.

Existe muita gente cuja carreira é falar sobre carreira. Não é o meu caso: eu fiz a travessia de verdade e continuo do outro lado, programando e dando aula.

A mentoria

Estou começando a estruturar uma mentoria para quem está exatamente nesse ponto de virada: o profissional que já tem competência técnica, já foi reconhecido por ela, e agora está diante da escolha entre o próximo degrau e a própria presença.

Vou ser direto sobre o estágio disso, porque prefiro assim: ainda não existe formato fechado, turma aberta ou lista de espera. O que existe é a experiência de quem passou por essa decisão sabendo o que ela custava, e construiu carreira do outro lado — sem romantizar a travessia e sem vender atalho.

Se isso conversa com o momento que você está vivendo, o melhor lugar para me acompanhar por enquanto é o Instagram. É lá que eu escrevo sobre isso enquanto o resto toma forma.

Já vivi minha virada. Bora viver a sua?